sábado, 17 de dezembro de 2016

VELOSO DE SANTO AMARO


Amado Santo Amaro cidade Santo Norte
Amada Santo Amaro cidade Santo lar
Amada Santa Amaro cidade Santa sorte
Amado Santo Amaro puro e fica do mar
Amado Santo Amaro soul de anjo mais forte.

Amada Santo Amaro da Bahia de todos 
os Santos e Jorges
Amada Santo armado da espada 
e escudo de Jorge

Eu ainda menino poeta de tudo 
sai velando no mundo: vivo, vivi, Subi, 
cai tano no mundo, Veloso ainda tenho 
muito do mundo de lá.

Nunca saístes Amaro, de teu Santo lugar
Amara em Amaro, me amarro em Amaro
Onde aprendi a amarrar os sapatos
também surgi, urgi a vontade de desamarrar.

Embora Amaro, embora Amaro
Fui, nunca fostes e sempre será
Nunca fostes e sempre virá
Quando quero, é bem por aqui, 
é bem por aí, vou bem por ali, te encontrar.

Menino que saiu de Santo Amaro
pra ser valioso no mundo
e simples poema de todo lugar.

Ela é je suis l'art


Nunca fui de ir à missa
nem quero que me peça
vocação para Noviça
nunca foi a minha arte
                                
minha fome de cultura
facilita  minha parte
Prefiro está em  peça
Inventar minha Suíça
No País do carnaval
revelar as minhas faces
em cena de improvíso
ser autêntico é de praxe

Minha alma é leoanina
Leonidas feminina
Soul de forças  sais de Minas
Muitas Ninas, Nina Simone,
Nina Hagen, Strik ninas  

A mim ninguém engana
Sou eu mesma tenho chamas
Quiçá das minhas sedes
chá Inglês das minhas ganas
São meus dias de batalha
Minhas noites de Espanhas

I- Sem tempestades não a luta

Quando a tempestade é bruta, 
ser feliz é minha falha
vou matar  minha angústia
No vinho que até Dionísio não degusta
Não a dia que não valha ...

Não vivo um dia sem ter sede
Vai me vendo (...)  fui beber inspiração
Até no bar do teu veneno, anti tédio, vou vivendo.
La liberté,  je suis l'arté de verdade.

III- Só me resta a saudade de amanhã                   Que ainda não veio

Assim me leio.
Por isso nunca fui a missa,
Não sou do meio
Ela que venha até mim.

II- Em Oração a liberdade


(Anderson Menezes)





terça-feira, 16 de agosto de 2016

América Selvagem

Não ofereço aos cães flores,
eu como na mesa com os  predadores e sonhadores
Depedrando a matéria das dores


Os desbravadores do sol 
que desvendam as noites,
tão sem coberturas 
não sem cobertores.

Não faço oferenda à Deuses fúteis
São barcos perdidos em uma nau frágil.
Não creio no crivo dos criadores
De ruídos, sem se quer ouvir os silêncios
Eu sei da lâmina afiada e cega que norteia
A minha América selvagem.