terça-feira, 16 de agosto de 2016

América Selvagem

Não ofereço aos cães flores,
eu como na mesa com os  predadores e sonhadores
Depedrando a matéria das dores


Os desbravadores do sol 
que desvendam as noites,
tão sem coberturas 
não sem cobertores.

Não faço oferenda à Deuses fúteis
São barcos perdidos em uma nau frágil.
Não creio no crivo dos criadores
De ruídos, sem se quer ouvir os silêncios
Eu sei da lâmina afiada e cega que norteia
A minha América selvagem.