terça-feira, 27 de outubro de 2020

BARULHOS DO SILÊNCIO

 ℍ𝕠𝕛𝕖 𝕢𝕦𝕖𝕣𝕠 𝕠𝕦𝕧𝕚𝕣 𝕠 𝕔𝕠𝕣𝕠

𝕕𝕠 𝕤𝕚𝕝ê𝕟𝕔𝕚𝕠 𝕕𝕠𝕤 𝕡á𝕤𝕤𝕒𝕣𝕠𝕤 

𝕟𝕠 𝕓𝕒𝕥𝕖𝕣 𝕕𝕖 𝕤𝕦𝕒𝕤 𝕒𝕤𝕒𝕤 

𝕕𝕖𝕤𝕗𝕒𝕫𝕖𝕣 𝕖𝕞 𝕞𝕚𝕞 o 𝕓á𝕝𝕤𝕒𝕞𝕠 

𝕊𝕠𝕝𝕥𝕒𝕣 as 𝕒𝕞𝕒𝕣𝕣𝕒𝕤, sair do chão

dessas garras se faz o meu peito Nação

Cuspir na cara d𝕠 𝕧é𝕦, 𝕞𝕖 𝕥𝕠𝕣𝕟𝕒𝕣 𝕔é𝕦 

𝕠𝕦𝕧𝕚𝕣 o 𝕓𝕒𝕣𝕦𝕝𝕙𝕠 𝕕𝕒𝕤 𝕟𝕦𝕧𝕖𝕟𝕤 𝕡𝕒𝕣𝕒𝕕𝕒𝕤.


🅼🅴 🅳🅸🆂🅵🅰🆁ç🅰🆁 🅳🅴 🅻🆄🅰

🅾🅱🆂🅴🆁🆅🅰🆁 🅰 🆂🅾🅻🅸🅳ã🅾 🅳🅰 🆁🆄🅰, 

🅾🆂 🅰🆄🆃🅾🅼ó🆅🅴🅸🆂 🅸🅼ó🆅🅴🅸🆂

🅽🅰 🅱🆁 🅴🅽🅶🅰🆁🆁🅰🅵🅰🅳🅰 


ℕã𝕠 𝕚𝕞𝕡𝕠𝕣𝕥𝕒 𝕠 𝕢𝕦𝕖 𝕠𝕟𝕥𝕖𝕞 𝕗𝕠𝕚 𝕕𝕖 𝕗𝕒𝕝𝕙𝕒 

é 𝕡𝕣𝕖𝕔𝕚𝕤𝕠 𝕒𝕓𝕣𝕒ç𝕒𝕣 𝕒 𝕚𝕟𝕥𝕦𝕚çã𝕠 𝕕𝕠 𝕧𝕖𝕟𝕥𝕠, 

𝕓𝕖𝕚𝕛𝕒𝕣 𝕒 𝕓𝕠𝕔𝕒 𝕕𝕠 𝕤𝕠𝕝 𝕕𝕖 𝕞𝕒𝕕𝕣𝕦𝕘𝕒𝕕𝕒, 

𝕤𝕖 𝕦𝕞 𝕕𝕚𝕒 𝕗𝕦𝕚 𝕕𝕖 𝕗𝕝𝕠𝕣 𝕟𝕠 𝕠𝕦𝕥𝕣𝕠 𝕤𝕒𝕝 𝕟𝕒𝕧𝕒𝕝𝕙𝕒

ℕã𝕠 𝕤𝕖 𝕡𝕠𝕕𝕖 𝕤𝕖𝕣 𝕒 𝕔𝕒𝕤𝕒 𝕔𝕙𝕖𝕚𝕒 

𝕊𝕖𝕞 𝕥𝕖𝕣 𝕤𝕚𝕕𝕠 𝕔𝕒𝕤𝕒 𝕒𝕓𝕒𝕟𝕕𝕠𝕟𝕒𝕕𝕒


𝔸𝕣𝕣𝕚𝕤𝕔𝕒𝕕𝕠 é 𝕟ã𝕠 𝕤𝕖 𝕛𝕠𝕘𝕒𝕣 𝕟𝕠 𝕗𝕠𝕘𝕠 

𝕖 𝕟ã𝕠 𝕕𝕖𝕧𝕠𝕣𝕒𝕣 𝕤𝕖𝕦 𝕡𝕣ó𝕡𝕣𝕚𝕠 𝕝𝕠𝕓𝕠,

𝕗𝕦𝕘𝕚𝕣 𝕕𝕒 𝕔𝕙𝕦𝕧𝕒 𝕢𝕦𝕒𝕟𝕕𝕠 ela te 𝕔𝕙𝕒𝕞𝕒 

𝗻𝗼 𝘃𝗮𝘇𝗶𝗼 𝗻ã𝗼 𝘀𝗲𝗿 𝗰𝗵𝗲𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗵𝗶𝘃𝗮 

𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮𝗹𝗺𝗮 𝗼𝗴𝗶𝘃𝗮 𝗲𝗺 𝗰𝗵𝗮𝗺𝗮𝘀

perigo é 𝕟ã𝕠 𝕥𝕖𝕣 𝕒𝕤𝕒𝕤 𝕟𝕠 𝕔é𝕦 𝕕𝕠 𝕚𝕟𝕖𝕤𝕡𝕖𝕣𝕒𝕕𝕠 

𝕔𝕒𝕚𝕣 𝕟𝕠 𝕒𝕓𝕚𝕤𝕞𝕠 𝕕𝕠 𝕞𝕖𝕕𝕠 𝕕𝕖 𝕤𝕖𝕣 𝕠𝕦𝕤𝕒𝕕𝕠 

𝕖 𝕟𝕠 𝕚𝕟𝕗𝕖𝕣𝕟𝕠 𝕕𝕠 𝕤𝕖𝕣 𝕔𝕠𝕟𝕗𝕠𝕣𝕞𝕒𝕕𝕠, que

𝕢𝕦𝕖𝕣  𝕚𝕟𝕧𝕖𝕟𝕥𝕒𝕣 𝕤𝕖𝕞 𝕤𝕖𝕣 𝕣𝕖𝕚𝕟𝕧𝕖𝕟𝕥𝕒𝕟𝕕𝕠.


Quero no silêncio da pausa tirar meu peso 

no selênio da palavra "pouso" sentir meu piso, 

no barulho do pé no piso ser mais alívio

ser livre como solos de guitarra no blues.

 🆂🅴🅼🅿🆁🅴 🆀🆄🅸🆉


(Ander. M.)

PARA ARRIGO BARNABÉ E ITAMAR ASSUMPÇÃO



Você não percebeu 

que o futuro do planeta

Tá, tá, tá, 

na asa de uma borboleta. 


A música pó, pó, pó, popular 

Anda dando uma overdose 

na minha cabeça. 


Meu poema pó, pó

Popular nunca quis dar 

um nocaute na indústria cultural

Eu juro! juro! que foi tudo, tudo,

tudo tipo assim: ácido acidental

de uma cabeça emocional

dominada pelo mal

Da vanguarda, guarda, guarda,

Guarda, van nacional. 


Não desejo Walter Franco 

Pra seu ninguém,

eu só quero o bem

eu só quero o bem. 

Amém! Amém! Amém? 


Fiz uma melodia 

de uma nota só

Pra desatar o nó

tem Paulo Osmar

e Pedro Ró.


Minha inteligência 

é lenta pra pensar

cheia de enxaqueca ká, ká, ká 


Querendo uma receita 

feita pra ficar cabeça

Querendo uma receita

pra ficar cabeça feita 


Pois Zé, tem Arrigo Barnabé

Pois João, Tem Itamar Assunção


-Fala Itamar

-Eu não ligo para a cruz

Só ligo pra estrada.


-Fala Barnabé

-A cruz pode ser pesada 

mas a espada é afiada.


(Ander. M.)


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A estirpe da minha criação poética em 15 segredos

1. Vem da estirpe do pó, pós - o (...)
2. surge do apego ao (...),
3. é entrada franca da (...)
4.no lado oculto do(...) ,
5. é vaga memória antepassada do(...),
6. é vida cotidiana que não desafia um único (...)
7.É lírio esplendor de todos (...)
8. são arpejos entre(...), 9. É (...)
10. transparente das verdades da (...)
11. que quebra as frágeis vidraças das(...), 12. seguem-se (...)
13. E assim é a vida do poeta, tudo que alimenta inspira, tudo que inspira vira(...) 14. Para desvendar todos os (...)
15. é preciso desbravar os desafios da vida a galope, não ter medo da morte, bater de frente com os perigos de toda e qualquer tempestade, seja de azar ou seja de (...)
1. medo
2. Infinito
3. face
4. beijo
5. erro
6. relevo
7. os desejos
8. os dedos
9. harmonia cristalina
10.alma
11.aparências
12.as palmas
13.alimento
14.mistérios
15. Sorte
A.M.

sábado, 17 de dezembro de 2016

VELOSO DE SANTO AMARO


Amado Santo Amaro cidade Santo Norte
Amada Santo Amaro cidade Santo lar
Amada Santa Amaro cidade Santa sorte
Amado Santo Amaro puro e fica do mar
Amado Santo Amaro soul de anjo mais forte.

Amada Santo Amaro da Bahia de todos 
os Santos e Jorges
Amada Santo armado da espada 
e escudo de Jorge

Eu ainda menino poeta de tudo 
sai velando no mundo: vivo, vivi, Subi, 
cai tano no mundo, Veloso ainda tenho 
muito do mundo de lá.

Nunca saístes Amaro, de teu Santo lugar
Amara em Amaro, me amarro em Amaro
Onde aprendi a amarrar os sapatos
também surgi, urgi a vontade de desamarrar.

Embora Amaro, embora Amaro
Fui, nunca fostes e sempre será
Nunca fostes e sempre virá
Quando quero, é bem por aqui, 
é bem por aí, vou bem por ali, te encontrar.

Menino que saiu de Santo Amaro
pra ser valioso no mundo
e simples poema de todo lugar.

Ela é je suis l'art


Nunca fui de ir à missa
nem quero que me peça
vocação para Noviça
nunca foi a minha arte
                                
minha fome de cultura
facilita  minha parte
Prefiro está em  peça
Inventar minha Suíça
No País do carnaval
revelar as minhas faces
em cena de improvíso
ser autêntico é de praxe

Minha alma é leoanina
Leonidas feminina
Soul de forças  sais de Minas
Muitas Ninas, Nina Simone,
Nina Hagen, Strik ninas  

A mim ninguém engana
Sou eu mesma tenho chamas
Quiçá das minhas sedes
chá Inglês das minhas ganas
São meus dias de batalha
Minhas noites de Espanhas

I- Sem tempestades não a luta

Quando a tempestade é bruta, 
ser feliz é minha falha
vou matar  minha angústia
No vinho que até Dionísio não degusta
Não a dia que não valha ...

Não vivo um dia sem ter sede
Vai me vendo (...)  fui beber inspiração
Até no bar do teu veneno, anti tédio, vou vivendo.
La liberté,  je suis l'arté de verdade.

III- Só me resta a saudade de amanhã                   Que ainda não veio

Assim me leio.
Por isso nunca fui a missa,
Não sou do meio
Ela que venha até mim.

II- Em Oração a liberdade


(Anderson Menezes)





terça-feira, 16 de agosto de 2016

América Selvagem

Não ofereço aos cães flores,
eu como na mesa com os  predadores e sonhadores
Depedrando a matéria das dores


Os desbravadores do sol 
que desvendam as noites,
tão sem coberturas 
não sem cobertores.

Não faço oferenda à Deuses fúteis
São barcos perdidos em uma nau frágil.
Não creio no crivo dos criadores
De ruídos, sem se quer ouvir os silêncios
Eu sei da lâmina afiada e cega que norteia
A minha América selvagem.

quinta-feira, 21 de março de 2013

VIDA LIVRE É LIVRO E VIDA



Vida curta vida
para alguns bem sucedida,
para outros muito mal resolvida.

Vida não é ficção,
é uma bela palavra bem escrita
se bem resolvida, pela ação descrita,
revista recriada na escrita,
sob o tal qual ponto de vista
do espectador.

Revisado aspecto revelador
de seu reservado ator em seu papel de autor.
Tão qual tanto o qual ponto tal, quanto o tal ponto
de vista. Sem o ponto final do ponto que avista,
o ponto de um ponto tal que sua visão é vista.

Atento ao encontro de todos os
cantos e contos que o vento entoa,
à toda encenação de atos e movimentos atoa
das queridas crias sem cura do criador da proa
grandes atores do palco armado de ódio e amor.
que a vida ecoa

Criados para liberdade pelo seu inventor
em seus livres atos de crivo criam ruídos
em seus roteiros criativos de paraíso,
jazida sem futuro evoluído
factóides recriados de jazigo garantido
para criar a dor da vida alheia
à seu e sem juízo.

vida longa vida
Inventada pelo criador,
pai criador da vida, criador
da criança malcriada do autor
condenado a sua alma distraída.

vida é feito vida
a vida geme
e geme a vida,
a gente geme
a gente é vida

vida é feito a gente
e gente é feito vida,
vida geme pela gente
e a gente geme pela vida
a vida é gente e gente é vida

A vida é muito gente, é muito gente fina
é feito livro. Para se ler e entender tem que sentir
acende-se
lâmpada, lampião e lamparina.
dom de iludir
Flor menina cheiro de flor campesina
cheia de lira que não declina,
arpejo feito de harmonia sem defeito
arpão do amor apontado
para lado esquerdo do peito
lapada de dor lapada de amor
se alma vazia na vida não faz efeito

haverá sempre uma releitura
dos bons e velhos capítulos refeitos
voltar ao início rever velhos vícios,
matar saudades do infinito
oceano pacífico sempre vivo de Vinícius
de algum rio raso
de alguma rara asa ou riso
ave que passou, no paraíso posou,
permaneceu perdida ,
guardada no passado
mas não escondida,
no presente contínuo
continua viva.

verões vão, verões vem
verás que verões
tão bem vão, tão bem vem
verás que para todos tem
verás varões sem verão também
haverá verão e haverão verões
muitos verões vão vir
e verás que poucos irão ver

não verás verões
escrito em algum livro
por veras ou varões
e muitos vão vir
verás verão chegar
verás verão sumir

fazer leituras de coisas feitas
sem dúvida boa receita, e feita,
sempre há de ter um bom motivo
de fazer novamente alguma
leitura de algum novo livro
que ainda não fora lido.

e algumas histórias vividas
de páginas escritas pela própria vida
só o tempo dirá se valeu a pena ser vivida.
o que valeu se guarda o que não valeu
se esquece sem dó nem dor de pena por despedida

com a pena do futuro nas mãos
você sempre haverá de escrever e reescrever
novas histórias com suas próprias mãos.
E a vida vai seguindo e gente segue o chão