terça-feira, 27 de outubro de 2020

PARA ARRIGO BARNABÉ E ITAMAR ASSUMPÇÃO



Você não percebeu 

que o futuro do planeta

Tá, tá, tá, 

na asa de uma borboleta. 


A música pó, pó, pó, popular 

Anda dando uma overdose 

na minha cabeça. 


Meu poema pó, pó

Popular nunca quis dar 

um nocaute na indústria cultural

Eu juro! juro! que foi tudo, tudo,

tudo tipo assim: ácido acidental

de uma cabeça emocional

dominada pelo mal

Da vanguarda, guarda, guarda,

Guarda, van nacional. 


Não desejo Walter Franco 

Pra seu ninguém,

eu só quero o bem

eu só quero o bem. 

Amém! Amém! Amém? 


Fiz uma melodia 

de uma nota só

Pra desatar o nó

tem Paulo Osmar

e Pedro Ró.


Minha inteligência 

é lenta pra pensar

cheia de enxaqueca ká, ká, ká 


Querendo uma receita 

feita pra ficar cabeça

Querendo uma receita

pra ficar cabeça feita 


Pois Zé, tem Arrigo Barnabé

Pois João, Tem Itamar Assunção


-Fala Itamar

-Eu não ligo para a cruz

Só ligo pra estrada.


-Fala Barnabé

-A cruz pode ser pesada 

mas a espada é afiada.


(Ander. M.)


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